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26-07-2002 -
Noticia |
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Segurança 18 -
Negociação (decisões, decisões ...) |
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O esquema mental da
nossa condução é sempre o mesmo: visão –
percepção – raciocínio – execução. Depois de
recolher toda a informação necessária e de a
perceber tomamos a decisão e executamo-la. É o
processo contínuo da negociação que antecede a
manobra.
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Fundamental é
interiorizar todas estas etapas para que a
condução seja fluida e suave. Qualquer manobra
deverá, deste modo, estar negociada antes da sua
execução. Todas as condições deverão estar
reunidas para que possamos executar a manobra em
segurança. Solução que seja brusca poderá ser
necessária, até, mas apenas como de recurso e
constituirá a excepção. Para tal não podemos
esquecer de dois aspectos importantes: o
posicionamento e a velocidade.
O
posicionamento da mota na faixa de rodagem,
tradicionalmente dividida em parte esquerda,
centro e parte direita, é importante não apenas
no quanto permite adoptar ângulos de visão mais
abrangentes como ainda tomar as linhas de
trajectória mais favoráveis. Por aqui já se
entende que este posicionamento varia
constantemente conforme as circunstâncias de
trânsito e traçado.
Conforme o
planeamento que vamos fazendo da rota. E sempre
mas sempre, tendo em atenção a consideração
maior – a segurança – o que quer dizer que, por
vezes, em atenção a esse valor supremo o melhor
posicionamento, em termos de ciclística, poderá
e deverá ser sacrificado sempre que necessário.
No que toca
aos ângulos de visão importa adoptar um
posicionamento que potencie o nosso domínio
visual sobre o trânsito ao mesmo tempo que a
nossa visibilidade em relação aos outros (também
evitando os pontos mortos dos espelhos dos
outros). Assim, se seguirmos atrás de um veículo
pesado, adoptaremos uma posição e distanciamento
que aumente o ângulo de visão que possamos ter
para além dele.
Quanto ás trajectórias
deverá ser tomada a que melhor expresse as
nossas intenções ao mesmo tempo que as protege
(não esquecendo forneça uma escapatória, caso
seja necessária) permitindo depois executar as
manobras em suplesse. Se há caso em que o
exemplo dos corredores de velocidade pode ser
tomado é este.
Não se trata de imitar em
estrada o comportamento de competição em pista.
Trata-se de atentar na suavidade com que tudo é
feito e os posicionamentos adoptados em cada
momento e aproveitar as lições. Claro que em
pista a condução é efectuada nos limites da
resistência dos materiais em prol de uma vitória
sobre os outros em compita e, em estrada, o
valor máximo é a segurança e a vitória está no
chegar a casa ileso.
A velocidade
joga importante papel na negociação porque
condiciona não apenas a quantidade de informação
que conseguimos apreender como ainda o tempo de
que dispomos para raciocinar e reagir. Com a
velocidade aumenta a vibração e esta distorce a
visão. Diminui a acuidade visual dianteira e a
periférica torna-se uma mancha.
Ao mesmo
tempo que vemos menos chegamos mais depressa ao
ponto em que temos de ter tudo já decidido.
Acresce ainda o facto de necessitamos de mais
espaço para travar. Ou seja, quanto mais
depressa mais complicado.
Jorge
Macieira
Advogado, Mediador de Conflitos e motociclista
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